Arquivo mensais:setembro 2020

A importância das demonstrações financeiras para as pequenas empresas

As principais demonstrações financeiras, balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício são ferramentas essenciais para a gestão de qualquer negócio. Infelizmente, não é anormal vermos empresas (principalmente as pequenas) abrindo mão dessas demonstrações. Existe uma tendência dos empresários acharem que essas ferramentas respondem apenas para fins fiscais, contudo, ela foram desenhadas, principalmente, para gerar informações que impactem a tomada de decisão de seus usuários e consigam, de alguma forma, fazer um check-up da organização.

A grande maioria dos pequenos empresários utiliza o Fluxo de Caixa como ferramenta de mensuração do resultado da empresa. O grande problema dessa escolha é que o Fluxo de Caixa, embora indispensável, apresenta os eventos através do regime de caixa, ou seja, a data dos lançamentos é a mesma do pagamento ou recebimento de dinheiro, não fornecendo informações relevantes para os administradores da organização sobre a atual situação da entidade.

Em uma situação hipotética, uma empresa pode hoje estar com um caixa baixo, porém com um resultado (lucro) muito alto. Imagine uma empresa que tem em caixa hoje R$ 1.000,00. Essa mesma organização faz uma venda no valor de R$ 20.000,00, sem custos, para receber daqui a 3 meses. Repare que o caixa da empresa não é alterado, porém o seu resultado neste mês já pode ser representado por R$ 20.000,00. Sem essa última informação, um gestor pode analisar o caixa e concluir que a empresa não está bem, quando, na verdade, ela está tendo altos lucros.

Essa é a função da demonstração do resultado do exercício (DRE). A DRE consolida as informações utilizando o regime de competência, ou seja, a data do lançamento é aquela em que houve o seu fato gerador e não necessariamente a data de seu recebimento/pagamento. Ela é capaz de evidenciar o resultado da empresa na medida em que eles ocorrem, sem distorções causadas pelo intervalo entre o fato gerador e a alteração no caixa.

Enquanto isso o Balanço Patrimonial representa uma foto estática da empresa em um determinado período do tempo. Com ele o empresário consegue identificar onde está alocado cada centavo da organização, bem como consegue identificar de forma clara todos os seus compromissos financeiros que podem impactar o caixa no futuro (esses que representam como a organização de financia). É através do Balanço que o empresário pode, por exemplo, identificar o nível de endividamento da empresa, a NCG (necessidade de capital de giro), liquidez, entre muitos outros indicadores.

Por fim, é importante destacar que a manutenção isolada dessas demonstrações por si só não são suficientes. O gestor precisa ser capaz, além de mantê-las, analisá-las constantemente, e não apenas quando da tomada de decisão. Sua análise frequente pode ser um diagnóstico preventivo da situação de empresa, antecipando situações desagradáveis. Com tudo, manter essas ferramentas, mesmo que para fins gerenciais, pode mudar a forma como o gestor vê a empresa, tornando as decisões mais assertivas e coerentes para o melhor futuro possível da organização.

Gostou do conteúdo? Veja esse artigo também: 5 Dicas para separar de vez os gastos pessoais das contas da empresa”

Autor

Matheus Pinheiro
Coordenador de Projetos

Pesquisa e Desenvolvimento: Saiba como o P&D pode transformar sua empresa

Com o mercado atual competitivo, e clientes que demandam por produtos com cada vez mais qualidades e valores, investir em um produto próprio pode ser a resposta para sanar este problema da sua empresa, com pesquisa, inovação e muita criatividade, é possível obter imensas oportunidades.

Tem se tornado cada vez mais desafiador ingressar de forma competitiva no mercado nacional e, por isso, vemos com cada vez maior frequência, pequenos, médios e grandes empreendedores criando produtos únicos com originalidade e que, desde sua composição, até suas embalagens, emitem a identidade de suas empresas de forma ímpar. Mas afinal de contas, quais são os grandes desafios e oportunidades por trás da formulação de um produto novo no mercado?

Para explicar de forma sucinta, como é possível relacionar toda a dinâmica citada acima, primeiro vamos definir o que é o P&D. P&D é a abreviatura dada para Pesquisa e Desenvolvimento,onde duas frentes distintas atuam para gerar a definição, modelagem e entrega de um produto desejado pelo cliente, atendendo os requisitos de necessários para que o produto tenha máxima excelência.

Mas afinal, você deve ser perguntar, qual a relação entre Inovação e P&D? Falar de P&D, é sinônimo de falar de inovação, eles estão intimamente ligados. Isto porque no setor de Pesquisa e Desenvolvimento, é onde se inicia a inovação dentro de uma empresa.

Abrindo a abreviatura que vimos acima, temos primeiramente a Pesquisa. Esta etapa geralmente envolve a consideração total do cliente, parte na qual, os desejos do cliente são captados pela empresa responsável pelo P&D e é iniciada uma extensiva pesquisa para encontrar materiais em bibliografias, ou até mesmo em outros métodos científicos, que consigam ser utilizados para compor um produto viável que seja de interesse conforme os requerimentos anteriormente coletados via contratante.

Por se tratar de uma etapa crucial para o projeto, a pesquisa é tratada com máximo rigor, para que seja possível encontrar a mais variada quantidade de materiais e compostos pelos os quais podem ser utilizados para alcançar uma possível formulação alvo de um produto desejado.

A empresa responsável pela Pesquisa, realiza com extensos critérios, metodologias para separar quais compostos são viáveis e se encontram dentro dos fatores chave do escopo de projeto (assim como propriedades físicas, químicas e valor financeiro para sua produção) para conseguir entregar dentro do escopo do cliente, aquilo que ele mais deseja. Em dúvida se precisa de um P&D ou uma Consultoria? Tire esta dúvida clicando agora, P&D X Consultoria.

É muito importante a realização de uma pesquisa assertiva, justamente para compreender quais são os desejos do público alvo que irá consumir o produto desenvolvido, a composição pode ser totalmente importante, tendo em vista que os consumidores têm se tornado cada vez mais exigentes com produtos que desenvolvam diferentes especificações, com valor acessível e também, que não sejam danosos para o meio ambiente. Todas estas especificações, moldam a pesquisa, e consequentemente, moldam o possível valor agregado em cima de todos os aspectos individuais do produto.

Após a pesquisa ter mostrado que o projeto é viável dentro da linha de interesse do cliente, é possível partir para a segunda parte da abreviatura que vimos acima, o Desenvolvimento. Nesta etapa, é onde o produto é retirado do papel e trazido à vida. Para isto, a equipe responsável pelo projeto utiliza todas as metodologias padronizadas dentro da empresa, para verificar como realizar a combinação dos materiais pesquisados, para trazer as propriedades, físicas (cores, texturas, densidades, cheiro e etc), assim como propriedades químicas (reações com outros produtos, misturas, como reage em certas superfícies), de forma que atinja os requerimentos do contratante.

Será que realmente vale à pena investir em P&D no Brasil?

Vale a pena então investir em Pesquisa e Desenvolvimento? A resposta é sim! Segundo um estudo realizado em outubro do ano passado pela International Business Report (IBR) da Grant Thornton, o Brasil se encontra entre os 10 países do mundo que mais investe em P&D, com uma expectativa de investimento de 46% em 2020.

Isto porque investir nessa área é muito vantajoso para qualquer empresa. Dentre alguns dos principais benefícios temos que a empresa que investe em P&D consegue se desenvolver e evoluir de forma rápida, também possui uma vantagem no mercado, oferece uma melhor qualidade para o cliente e finalmente, melhora na formação dos colaboradores (Uma vez que eles se tornam mais capazes de reagir a desafios tecnológicos).

Devido à crise produzida pela pandemia, temos observado muitas pessoas procurando empreender e estruturar um negócio em diversas áreas. A criação de um produto começa pela criação do denominado MVP (Produto mínimo viável), que consiste no protótipo mais simples do produto que já atende as necessidades básicas do cliente.

Observamos um ciclo que começa encontrando os problemas a serem resolvidos do mercado, depois temos a ideação de possíveis soluções, construção do MVP e testagem no mercado. Esse ciclo se repete até chegar no produto final desejado. A figura abaixo ilustra esse ciclo.

Como MVP, Mercado e o P&D se unem?

Podemos utilizar meios de transporte como analogia para compreender melhor o MVP. Nesse caso, e como apresenta a figura abaixo, um skate poderia ser o nosso MVP, porque é a forma mais simples do produto que atende as necessidades do cliente que no caso é se locomover. A partir de testes e feedback do consumidor, é possível realizar melhorias e aprimorar o MVP até chegar no produto final, que no caso do exemplo apresentado seria um carro.

Dentro de uma empresa, é o setor de P&D principalmente, quem fica responsável da criação e testagem do MVP. Isto, como mencionado anteriormente, através de muita pesquisa que depois é colocada em prática na hora de montar o produto.

A estruturação de um negócio gira na criação de um produto que será posteriormente comercializado. Como a elaboração do produto fica a cargo do setor de P&D, consequentemente o negócio e as empresas giram em torno do P&D.

Investir na produção, pesquisa e desenvolvimento de um produto, assim como também em sua viabilidade financeira e em análise de mercado para a produção em larga escala pode parecer tremendamente complicado. Sabendo das dificuldades que existem em gerar os primeiros passos para formular e gerar seu produto, nós, da Química Jr trazemos nosso processo de Pesquisa e Desenvolvimento.

Assim como todas as grandes empresas já consolidadas no mercado, a Química Jr, conta com tecnologia de ponta, material de pesquisa extensivo, laboratórios com tecnologia que é referência a nível nacional e professores doutores especializados nas mais diversas áreas do conhecimento, de forma que conseguimos trazer para você o seu produto com valor abaixo do mercado de empresas seniores e com a mesma qualidade e eficiência.

Sabemos que existem dificuldades tanto em realizar a criação de um produto, tanto quanto o seu próprio negócio, nisso, a Júnior FEA-RP, empresa júnior da USP, voltada para consultoria empresarial e gestão de negócios também está apta para lhe ajudar! Com um portfólio variado e voltado para análises de mercado, planejamento estratégico e Marketing, somado com o suporte da estrutura de renome da USP e um valor inclusivo, podem lhe ajudar a tirar o tão sonhado negócio do papel e torná-lo realidade. Para conhecer melhor a FEA Júnior, clique aqui para ir ser direcionado ao site deles.

Ficou interessado em realizar um P&D? Caso tenha interesse, clique aqui e veja um case de sucesso nosso, ou entre diretamente em contato com a Química Júnior, somos uma empresa Júnior de Química e Engenharia Química, localizada dentro da UNESP, de Araraquara! Clique aqui e entre em contato diretamente com a gente!

Custeio: Saiba como precificar os produtos da sua empresa

Dúvidas em relação à correta precificação de produtos e/ou serviços são mais comuns do que você imagina. Isso porque a precificação está diretamente ligada à atratividade, competitividade e lucratividade de uma empresa, assim, um preço estabelecido de forma incorreta pode ser o responsável por colocar a empresa em risco. Diante disso, como podemos estabelecer os melhores preços para o mercado e atingir a margem de lucro desejada?

O custeio, quando realizado corretamente, pode ser o ponto chave para alcançar a satisfação do consumidor, reagir às estratégias da concorrência, ajustar o público-alvo e, consequentemente, gerar melhores resultados para a empresa. Partindo dessa ideia, é necessário que a empresa tenha um bom planejamento financeiro e estratégico, e, para auxiliá-los a definir o melhor preço para o seu negócio trouxemos 5 passos importantes a serem seguidos:

1. Tenha completo conhecimento dos seus custos e despesas

O primeiro passo para iniciar a precificação é ter o completo domínio a respeito dos gastos da empresa que estão ligados à produção de determinado produto ou serviço, seja de forma direta (custos), como matéria-prima e fornecedores; ou indireta (despesas), como folha salarial e consumo de água/energia.

Uma dica para evitar problemas de controle de gastos é calcular o custo unitário, contabilizando os custos e despesas que estão envolvidos na produção de cada unidade de produto fabricado ou serviço fornecido.

2. Defina o Markup da empresa

O Markup é um índice utilizado durante a formação do preço de venda e, uma vez definido, é aplicado sobre o custo das mercadorias e determina o preço de venda ideal. É esse índice o responsável por garantir que o preço final seja o melhor possível, viabilizando o pagamento de todos os custos e despesas gerados, além de fornecer resultados mais satisfatórios para a empresa.

Para definir, simplificadamente, o Markup de uma organização é preciso ter as Despesas Fixas e Variáveis e a Margem de Lucro determinadas e, a partir disso, chegamos na seguinte fórmula:

Markup = 100/100 – (DF + DV + ML)

Com base nesse indicador, o qual será um número inteiro, conseguimos definir o preço através da fórmula:

Preço de Venda = Custo de Produção X Markup

É válido ressaltar que não existe um índice ideal de Markup, pois ele é uma variável que depende de cada tipo de serviço e estratégia definida pela empresa.

3. Conheça sua Margem de Lucro

A margem de lucro diz respeito à representação percentual de lucro da empresa em relação a venda de determinado serviço ou mercadoria. O lucro é descrito como a diferença entre o faturamento gerado pelas vendas da empresa e os gastos (custo e despesa) existentes.

Assim, é imprescindível que dentro da estratégia de precificação esteja definido o quanto você deseja lucrar com a venda de determinado produto ou serviço, e ao defini-la é importante respeitá-la. Vale relembrar que não existe uma margem de lucro ideal, o que torna necessário o desenvolvimento de estratégias para definir qual será a que melhor se aplica a sua empresa, buscando sempre o equilíbrio.

Para encontrar a Margem de Lucro realizamos o seguinte cálculo:

Margem de Lucro = (Preço – Custo) / Preço

4. Estude o Mercado

Para traçar estratégias de precificação de sucesso é preciso ter um pleno conhecimento do mercado, buscando entender como a concorrência vende, por quanto, quanto e para quem. É muito importante que seu preço de venda esteja em consonância com as exigências do consumidor, evitando se distanciar da concorrência para não gerar “guerra de preços”.

5. Busque o Equilíbrio

Como tópico final vale reforçar o quão necessário e importante é buscar o ponto de equilíbrio durante o plano estratégico de precificação. Isso porque o custeio de um produto necessita ser feito visando, simultaneamente, a máxima satisfação do cliente e Lucratividade da empresa.

Dessa forma, a precificação precisa ser estudada e definida com muita cautela, visto que é necessário definir estratégias para que o valor do produto não seja tão alto ao ponto de desestimular a compra por parte de potenciais clientes e, ao mesmo tempo, ser alto o suficiente para maximizar os resultados da empresa, encontrando, assim, o equilíbrio.

Gostou da matéria? Identificou algum problema em seu negócio e não sabe como solucioná-lo? A Júnior FEA pode ter algo para te ajudar. Entre em contato com um de nossos consultores.

Autora

Manoela Lindenberg
Consultora de Projetos

Plano de Negócios: Saiba a importância de estruturar seu negócio

Pensando em abrir uma empresa e não tem certeza de quais passos seguir? É extremamente importante, não só em um primeiro momento, como também a cada fase de desenvolvimento do empreendimento, ter um Plano de Negócios.

O plano de negócios traz análises dos principais aspectos de estratégia, mercado, operações e projeções financeiras. Nele são traçados os objetivos de um empreendimento e os passos a serem seguidos para que eles sejam alcançados, de modo a minimizar riscos e incertezas, que muitas vezes são fatais para o mau desempenho do negócio. Assim, esse serviço permite identificar e restringir seus erros ao papel, antes de cometê-los. O plano de negócios também pode ser usado como ferramenta de marketing interno ou gestão, uma vez que especifica os objetivos e funções da empresa.

Confira, a seguir, alguns benefícios desse serviço:

  • Permite o empreendedor estruturar o início de sua atividade econômica ou expandir o negócio já existente;
  • Minimiza os riscos do empreendimento uma vez que analisa as viabilidades do nicho de mercado;
  • Mapeia detalhadamente as ações e seus respectivos agentes e objetivos, trazendo uma estruturação mais assertiva, melhorando o desempenho da empresa;
  • Direciona as ações do negócio, contribuindo para um melhor posicionamento no mercado, uma vez que estuda a quem serão oferecidos os produtos ou serviços e seus principais competidores;
  • Minimiza erros de aplicações financeiras, pois indica quanto deverá ser investido e qual será o retorno a curto e longo prazo;
  • Traz conhecimento de mercado estruturando novas estratégias de marketing;

Além de muitos outros benefícios que podem ser atingidos com o serviço de acordo com o direcionamento e nicho adotado para o seu projeto.

Quer essa possibilidade de personalização neste serviço? Agende um diagnóstico gratuito com um dos consultores da Júnior FEARP e veja as possibilidades de crescimento do seu negócio.

Além disso, outra “carta na manga” para um ótimo posicionamento no mercado é saber estruturar e inovar os produtos e serviços no seu nicho. Um serviço muito útil nessa etapa é a Pesquisa e Desenvolvimento, também conhecida como P&D. Esse serviço estudará os produtos oferecidos, sua melhor colocação no mercado, possíveis inovações e adaptações para eles, além da possibilidade da criação e implementação de uma opção completamente nova no mercado e muito bem estruturada para o nicho do seu negócio.

A inovação é essencial para o crescimento e destaque do empreendedor, o que faz com que a P&D se torne uma ótima estratégia de sustento, ao oferecer diversas oportunidades de extensão de linhas já existentes, implementação de novos conceitos e ampliação de mercado.

A Química Júnior, parceira da Júnior FEA-RP pode ter a solução para a suas dores com a prestação de esses e outros serviços, confira essa indicação da nossa empresa.

Gostou do artigo? Confira outros títulos relacionados no nosso blog: “Como trabalhar com E-commerce?” e “Como gerar interesse em novos clientes?”

Autora

Clarice Pereira
Consultora de projetos
e Analista de Comunicação